sexta-feira, 7 de agosto de 2009

É mais um dia comum, um dia que aos meus planos seria mais só mais um dia, um dia que no meu calendário não havia marcado com caneta vermelha, um dia nada especial. Só mais um dia... Mas não foi, hoje eu acordei confusa, hoje eu acordei com o coração apertado e meu corpo cansado, não consegui dormir direito, eu estava muito ocupada pensando em como resolver os problemas do outro dia para pensar em dormir - que besteira minha- como se não soubesse que o outro dia traria seus próprios problemas. Eu acordei e me perguntei "por que estou tão calada?", com certeza não é um dia normal, alguém que acorda dando bom dia a todos os pombos do fio elétrico, passar a manhã calada, não é um dia normal. Eu nunca acreditei em pressentimento, como alguém poderia sentir o que poderia acontecer no seu futuro? Isso só pertence a Deus. Mas acho que hoje eu tive um desses, pode não ter sido um pressentimento, mas talvez, entrei no clima da "festa" antes de ser convidada.
Estou sentada no meu quarto, ainda não são meio dia.
Lágrimas em um rosto acostumado com lágrimas, me dando um notícia que já tive várias vezes, adentram o quarto, era a minha mãe e ela dizia :" Ele já foi!" e seu olhar me perguntava o que fazer. Eu sabia o que dizer, eu queria dizer que tudo ia ficar bem e que Deus estava no controle, mas aquele coração já tinha ouvido aquilo antes, e já havia confiado naquilo um dia, mas hoje; hoje não, hoje aquele coração estava precisando de algo mais, algo que eu fui incapaz de dar - que besteira a minha, outra vez - Eu sabia o que dizer, como dizer e pra quem dizer, mas tudo em mim se calou e tudo que saiu da minha boca foi : " É, mãe, de novo!".
Sons que já são velhos conhecidos chegam ao meu ouvido, eles vem do quarto ao lado, é o som da tristeza, é incrível como ela consegue tomar conta da situação, eu achava que aquele som não seria ouvido outra vez naquela casa, mas foi, e não cessava. "Ele já foi", três palavras, palavras pequenas, que sem o auxílio das outras são meras palavras, elas tornaram a menina calada em uma menina com muitas palavras, mas não como o de costumes, não eram palavras que eu estava acotumada a dizer nesse últimos meses, eram palavras difíceis, palavras desesperadas, porém palavras de glória, eu liguei pro meu melhor amigo, e como de costume ele atendeu no primeiro toque, e ele disse : - "O que foi, filinha?" - como costuma me tratar, e eu só conseguia dizer: - O que eu faço? - com algumas lágrimas borrando o rímel da noite passada, - Como eu posso passar por isso de novo? me ajuda!
E com todo carinho, sem nada sobrenatural, vale ressaltar, eu senti um abraço, um abraço diferente, não é um abraço de um amigo qualquer que nos faz chorar ainda mais, é um abraço tão aconchegante que enxuga todas as lágrimas, e meu coração se sentiu bem, tudo que passava pela minha mente era " Em tudo dai graças" e tudo que eu conseguia dizer era : - Glória a Deus!
Meu melhor amigo me abraçou e disse : " Isso filinha, me agradeça por isso. Todas as coisas cooperam para o bem dos que me amam, e não estou aqui a toa."

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